
NÚCLEO AUDIOVISUAL DE ESTUDOS CRIATIVOS
#1 - 2027 - HIPERSTIÇÃO
🕖 sábados | 10h - 13h | coord. Clara Martins Hermeto e Nelson Simplício
Todos os encontros são PRESENCIAIS* e semanais, organizados em 4 módulos, independentes e complementares, com 7 encontros por módulo.
* Rua Rocha, 274, Bixiga, São Paulo - SP
📅 Chamada aberta de 23.10.26 a 24.01.27
ENCONTROS
Módulo I: março e abril
06, 13 e 20.03, 03, 10, 17 e 24.04
[inscrições abertas de 23.10.26 a 24.01.27]
Módulo II: maio e junho
08, 15 e 22.05 e 05, 12, 19 e 26.06
[inscrições em breve]
Módulo III: agosto e setembro
07, 14, 21 e 28.08 e 11, 18 e 25.09
[inscrições em breve]
Módulo IV: outubro e novembro
02, 16 e 23.10 e 06, 13, 27.11 e 04.12
[inscrições em breve]
Cronograma
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23.11 até 24.01.27: processo seletivo aberto - Módulo I
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até 16.02: retorno às candidaturas, por e-mail
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de 16 a 23.02: matrículas de acordo com as orientações e prazos indicadas no e-mail
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até 26.02: envio das orientações às pessoas participantes, por e-mail
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a partir de 06.03: início dos encontros do Módulo I
As pessoas participantes do Módulo I terão prioridade para participar do Módulo II e assim por diante. As vagas remanescentes serão ocupadas via chamada aberta / processo seletivo, conforme o seguinte calendário:
Chamada aberta Módulo II - maio / 2027
Chamada aberta Módulo III - julho / 2027
Chamada aberta Módulo IV - setembro / 2027
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Sobre o Núcleo
O NAEC é uma atividade presencial de estudos criativos a partir de ferramentas audiovisuais.
Feito para pessoas de todas as áreas do cinema, além de artistas e interessades em arte em geral, o núcleo mistura leituras teóricas inspiradoras com práticas criativas coletivas de modo transdisciplinar, com o objetivo de criar um produto audiovisual coletivo inspirado pelos estudos. Este produto será criado de forma processual e coletiva ao longo dos módulos e pode ser, entre outros: um filme, um projeto de um filme, um vídeo-ensaio, um jogo, uma campanha, ou até mesmo um site/conta em rede social, ficcional ou não.
O Núcleo nasce como uma tentativa de cultivar espaços e tempos de criação coletiva continuada num ambiente audiovisual tão dominado por modos de produção industrial, com a criação centralizada em poucas pessoas e cronogramas apertados, seguindo modelos rígidos e hierárquicos.
A partir de março, nos reuniremos presencialmente aos sábados pela manhã para pensar — e fazer— cinema, criação e processos colaborativos.
O tema disparador do núcleo é decidido anualmente pela coordenação, com opiniões da comunidade Marieta. Neste primeiro ano, o tema disparador é:
HIPERSTIÇÃO
Em pouquíssimas palavras, trata-se da capacidade de uma ficção se tornar real a partir da crença coletiva nela, infectando e alterando a realidade do passado, presente e/ou futuro. O termo surgiu dentro da CCRU (Unidade de Pesquisa em Cultura Cibernética), um grupo de pesquisa para-acadêmica na Inglaterra dos anos 1990/2000 do qual fizeram parte pensadores que se tornariam muito relevantes nas décadas seguintes. Destacamos dois: Nick Land, atual guru da extrema direita e de bilionários da Big Tech, e Mark Fisher, teórico pós-marxista cuja obra tem ganhado cada vez mais relevância no Brasil com as publicações da editora Autonomia Literária.
Por óbvia convergência, nosso ponto de contato com o termo será principalmente via Mark Fisher (cuja morte completa 10 anos em 2027).
"Ao ser indagado sobre a noção de utopia, Fischer responde:
Eu acho que prefiro falar sobre hiperstição - que foi definida como o processo pelo qual as ficções se tornam reais - do que sobre utopismo. Boa parte do capitalismo funciona por meio de processos hipersticionais. Na verdade, poderíamos argumentar que o próprio capital é uma hiperstição. Em um nível menor, as várias técnicas de hype que o capital utiliza - em que a suposição do sucesso de um produto ajuda a garantir esse mesmo sucesso = são bons exemplos de práticas hipersticionais. Acredito que precisamos pensar em como seria uma prática hipersticional comunista."
[Mark Fisher sobre hiperstição]
"Com os sistemas hipersticionais, não se trata simplesmente de verdade ou falso. A crença aqui não tem uma qualidade simplesmente passiva. A situação se assemelha mais ao fenômeno moderno do hype do que à crença religiosa como normalmente a pensamos. O hype realmente faz as coisas acontecerem, usa a crença como um poder positivo. Só porque algo não é "real" agora, não significa que não será real em algum momento no futuro. E uma vez que algo se torna real, de certa forma, sempre foi"
[CCRU sobre hiperstição]
Sobre Mark Fisher
Mark Fisher foi um escritor, crítico, teórico cultural e filósofo inglês. Professor no Departamento de Cultura Visual em Goldsmiths, Universidade de Londres, integrou também a CCRU (Unidade de Pesquisa em Cultura Cibernética), na Universidade de Warwick. Ficou conhecido no começo dos anos 2000 por meio de seu blog k-punk, com textos sobre política radical, música e cultura popular. Fisher publicou diversos livros, incluindo o sucesso inesperado “Realismo Capitalista” (2009), e contribuiu para publicações como The Wire, Fact, New Statesman e Sight & Sound. Cofundador das editoras Zero Books e Repeater Books. Fisher morreu em janeiro de 2017.
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Ao se candidatar ao NAEC por meio do formulário de inscrição, as pessoas candidatas devem aceitar os Termos de Adesão e Confidencialidade do Marieta, (Leia aqui).
Uma das cláusulas deste termo envolve nossa política de privacidade, com o comprometimento de manter em sigilo todos os projetos, ideias, materiais e informações confidenciais que circularão no grupo em seus espaços presenciais e virtuais. O termo também orienta sobre política de cancelamento e reembolso, entre outros pontos.
VALORES POR MÓDULO
Valor ideal
R$250,00
Valor Reduzido
R$200,00
Valor Generoso
R$350,00
a sua inscrição + 1 bolsa
Bolsas
20% das vagas por turma
INFOS RESUMIDAS
Período
módulos bimestrais independentes e complementares
março - abril
maio - junho
agosto - setembro
outubro - novembro
Programa
presencial
1vez/semana
3h/encontro
Processo seletivo
inscrições
Dúvidas? Mande um zap!
