Questionando a cultura do estupro - performance, filme e debate


QUESTIONANDO A CULTURA DO ESTUPRO – FERRAMENTAS PARA MUDA-LA _______________________________ 08.04.2017 curadoria de Emma Berentsen organização Giovanni Pirelli _______________________________ Programa do dia 14h - Abertura 15h - Performance “Questionando a cultura do estupro” de Emma Berentsen 16h30 - Pausa 17h - Debate Publico Claudia Luna Cristiane Guterres Juliana Wierman Magô Tonhon 18h30 - Pausa 19h - Projeção Filme “Precisamos Falar do Assédio” de Paula Sacchetta _______________________________ O ato de abertura do evento será a performance da artista holandesa Emma Berentsen, que residiu em São Paulo e entrevistou 13 mulheres brasileiras de diferentes classes sociais e profissionais sobre seus pensamentos, opiniões e historias a partir da pergunta: “O que é, para você, a cultura do estupro?”. Em seguida, ocorrerá um debate publico com a participação de Cristiane Guterres, Claudia Luna, Juliana Wierman e Magô Tonhon, para adentrar o tema proposto do ponto de vista de profissionais da área e ativistas. O dia tem como fechamento a projeção do filme “Precisamos falar do assédio” de Paula Sacchetta, seguido por uma conversa com a presença da diretora. O evento é publico, sem indicação de valor do ingresso, pague o que quiser, se puder. _______________________________ Currículos, Sinopses e Fichas Técnicas Emma Miriam Berentsen é uma artista-performer com base em Londres. A maior parte de seu trabalho se baseia em material (auto) biográfico e a transformação deste material em diversas formas de teatro, performances e instalações. Se interessa em trabalhar na beira da não-ficção e ficção e nas fronteiras do teatro com outras artes. Em seu trabalho procura construir uma conexão entre arte, artista e público, abordando assuntos que ainda são muito negligenciados socialmente, como morte e estupro. Ela já apresentou trabalhos em diversos festivais e países como a Mostra de Veneza (IT) Festival Over 't IJ, Amsterdam (NL), GIFT Festival, Gateshead (UK), Festival ACT, Bilbao (SP) The Nursery Festival, ArtsAdmin, Londres (UK) Frascati, Amsterdam (NL) e Theatre Delicatessen, Londres (UK). www.emmaberentsen.nl “Questionando a Cultura do Estupro” (Performance) Eu fui estuprada Ela foi estuprada Nós fomos estupradas O estupro parece ser o ato que representa a culminação da violência de uma sociedade onde o sexismo e o machismo ainda são a realidade diária. Depois de visitar o Brasil no início de 2016, logo após o estrupo coletivo da menina de 16 anos no Rio de Janeiro, a artista holandesa Emma Berentsen percebeu o forte impulso entre meninas e mulheres brasileiras para protestar, retomar as ruas e questionar a violência contra as mulheres em seu país. O que é a cultura do estupro no Brasil e como ela difere da Europa, por exemplo? A partir deste questionamento, Emma decidiu voltar ao Brasil, mais especificamente à São Paulo e ao Rio de Janeiro, para ouvir e registrar relatos de mulheres moradoras destas capitais, a partir da pergunta: “o que é cultura de estupro para você?” A performance se abre com a projeção de uma matéria jornalística transmitida pela BBC em ocasião da violência no Rio, seguida por um relato da artista sobre o processo e as dificuldades durante a pesquisa para a performance. Após essas abertura, duas atrizes brasileiras declamam os textos baseados nos relatos recolhidos por Emma em sua pesquisa. conceito, pesquisa e direção – Emma Berentsen roteiro – Emma Berentsen com a colaboração de todas as mulheres participantes performers - Clara Cury e Jackeline Stefanski duração – 60’ Claudia Luna é Advogada atuante na defesa e garantia dos direitos das Mulheres em Situação de Violência Doméstica desde 1997; Diretora Executiva da Elas por Elas Vozes e Ações das Mulheres , Presidente do MCTP – Movimento Nacional Contra o Tráfico de Pessoas – articulação nacional que reúne 300 entidades brasileiras dos mais diversos segmentos e que atuam na prevenção ao Tráfico Humano, nas suas mais diversas modalidades; Membro da Comissão da Verdade sobre a Escravidão Negra da OAB – Seccional de São Paulo; Fellow pela OEA (Organização dos Estados Americanos) , George Washington University e Miami University realizando estudos sobre Women’s Empowerment and Leadership. Participou da construção da Política Estadual de Direitos Humanos de SP ( Mulheres , População Negra, Tráfico de Pessoas ) e do processo de participação e Construção do II Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas , junto ao Ministério da Justiça. Participou e contribuiu com as CPI´s para Investigação sobre o Tráfico de Pessoas no Brasil , do Senado e da Câmara Federal, que recentemente resultaram na primeira Legislação no Brasil a enfrentar o Tráfico de Pessoas. Cristiane Guterres é jornalista, blogueira, feminista negra e Assessora de Comunicação do Periferia Inventando Moda, projeto spcial que transforma jovens da periferia de São Paulo em protagonistas de suas próprias histórias através da moda. www.crisguterres.com.br Juliana Wierman Psicóloga formada pela PUC-SP, com especialização em Psicologia da Saúde pelo Depto. de Psiquiatria da Unifesp. Psicanalista aspirante a membro do Instituto Sedes Sapientiae e participante do grupo "Faces do Traumático". Atua como coordenadora da Psicologia da Infância e Adolescência do PROVE - Unifesp (Programa de Atendimento e Pesquisa em Violência) e em consultório particular. Magô Tonhon é graduada em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP) no câmpus da Faculdade de Ciências e Tecnologia em Presidente Prudente, interior de São Paulo. É mestranda em Cultura, Educação e Saúde na Escola de Arte, Ciências e Humanidades (EACH) da Universidade de São Paulo (USP) no programa de Estudos Culturais e é criadora do Canal Voz Trans* no YouTube. Ativista nas causas LGBTQIA, desenvolve ações pontuais para o projeto [SSEX BBOX] desde 2015, trabalhou no planejamento e execução da 1a (2015) e da 2a (2016) Conferência Internacional [SSEX BBOX] & Mix Brasil e também faz parte do coletivo 'A Revolta da Lâmpada'. Paula Sacchetta é jornalista e documentarista. ganhou o prêmio vladimir herzog de anistia e direitos humanos na categoria reportagem. cobriu as primeiras eleições presidenciais egípcias, no cairo, para tv folha. Dirigiu o documentário “verdade 12.528”, sobre a comissão nacional da verdade e lançou em 2014 “quanto mais presos, maior o lucro”, curta documental sobre a chegada das penitenciárias privadas ao Brasil, premiada no 31o prêmio direitos humanos de jornalismo. seu documentário “verdade 12.528” foi lançado na 37ª mostra internacional de cinema de são paulo e participou dos festivais: 4o festival pachamama de cinema de fronteira (rio branco, acre), cinemube vitrin independente (mis-mube, são paulo, tendo ganhado melhor filme pelo júri e melhor filme pelo público), festival internacional de cine político (buenos aires, argentina), cinema verité (irã), cine cipó (serra do cipó, mg), além de ter sido exibido e congressos e atividades no haiti e em new orleans, dentre muitos outros. Precisamos Falar do Assédio (Filme) na semana da mulher, de 7 a 14 de março de 2016, uma van-estúdio parou em nove locais em são paulo e no rio de janeiro. o objetivo era coletar depoimentos de mulheres vítimas de qualquer tipo de assédio. ao todo, 140 decidiram falar. Ouvimos relatos de mulheres de 14 a 85 anos, de zonas nobres ou periferias das duas cidades, com diferenças e semelhanças na violência que acontece todos os dias e pode se dar dentro de casa, em um beco escuro ou no meio da rua, à luz do dia. O documentário traz uma amostra significativa dos depoimentos, 26 deles, além de mostrar uma parte importante do processo de filmagens: como as mulheres se sentiam ao contar seus casos? nos depoimentos puros, sem qualquer tipo de interlocução ou entrevista, acompanhamos um desabafo, um momento íntimo ou a oportunidade de falarem daquilo pela primeira vez. nas trocas com as meninas da equipe antes e depois dos depoimentos, permitiremos que o espectador entre em contato com uma reflexão da depoente sobre sua própria história, e às vezes sobre o próprio projeto. São Paulo, Brasil, 2016, 80’ Direção – Paula Sacchetta Produção – Carmem Maia E Gustavo Rosa De Moura Idealização – Carmem Maia, Gustavo Rosa De Moura E Paula Sacchetta Produção Executiva – Bia Almeida E Felipe Rosa Direção De Fotografia – Francisco Orlandi Neto Companhia Produtora – Mira Filmes www.precisamosfalardoassedio.com