Curso: Feminismo e LGBTQIA+ na cultura POP


Feminismo e LGBTQIA+ na Cultura POP ______ de 13.03 a 03.04 quartas 19h-22h com Ali Prando GEO Mayra Ribeiro Inscrições no site: https://bit.ly/2DsFWjJ Dúvidas: contato@projetomarieta.com.br ______ conceito Partindo do pressuposto de que a cultura POP funciona não só como um espelho social, mas também pode significar pontes para artes como performance, música, fotografia, moda, cinema, literatura e tecnologia, xs ministrantes se debruçam sobre os trabalhos de artistas como Madonna, Beyoncé, Björk e outrxs, interseccionando essas obras a partir de perspectivas feministas tecidas por filósofas como Judith Butler, Paul Beatriz Preciado, Grada Kilomba, Audre Lorde, Angela Davis e outras, fazendo da atividade um feminismo pulsante - como uma boa música POP. Tanto as filósofas, quanto essas artistas, não mediram esforços teóricos, estéticos e práticos, contribuindo para uma profunda transformação do lugar de mulheres e minorias na sociedade. A dinâmica acontece através de pílulas provocativas, vídeos que provocam e fazem tanto uma mediação do debate, quanto levam os cursistas a experimentarem novos regimes visuais e sensações estéticas. O módulo explora as ondas feministas, o movimento pós-feminista e pós-pornográfico, os conceitos de hackeamento de gênero, paródia, e a matriz heteronormativa. A atividade foi realizada no Festival Mix Brasil e SSEX BBOX, maior festival sobre gênero e sexualidade da América Latina, Festival Path, um dos festivais mais importantes sobre inovação, criatividade e tecnologia, MECA Festival, plataforma multicultural de música e experiências imersivas, no seminário Fazendo e Desfazendo Gênero, realizado na Universidade de São Paulo e no Festival das Diversidades Prisma, na Universidade Federal de São Paulo. ______ conteúdo das aulas > I Encontro – Introdução ao movimento feminista e estéticas pós-pop O I encontro de Feminismo e LGBTQIA+ na Cultura POP tem como objetivo prestar um panorama dos movimentos feministas, desde as sufragistas da primeira onda, até a quarta onda, com o cyberfeminismo e o movimento de pós-pop. Nesse encontro, são exploradas principalmente a importância da obra de Madonna, fazendo intersecção aos movimentos feministas contemporâneos. > II Encontro – Who run the world? - As potências do feminismo interseccional Durante o século 20, as feministas negras não se sentiam representadas pelo movimento feminista branco-hegemônico, e por isso, uma rede de articulações teóricas e práticas são criadas por elas, a fim de dar visibilidade a outras mulheridades, outros feminismos, assim surge a chamada II segunda onda feminista. O II encontro explora as principais reinvicações do movimento negro e feminista, fazendo intersecção com a obra da estrela POP norte-americana Beyoncé. > III encontro – O feminismo POP contemporâneo e seus paradoxos Os feminismos contemporâneos foram responsáveis por novos sujeitos e novas subjetividades, nutrindo, transformando o mundo a partir de diversas fontes de inspiração – num movimento sem bíblia, cartilhas ou fórmulas, e justamente por isso, vivemos em um período onde artistas contra-hegemônicos surgem em cena, furando as próprias lógicas da indústria cultural: Lady Gaga, Björk, Sevdaliza, Charli XCX, FKA Twigs, Janelle Monae e outras artistas que versam sobre feminismos em suas estéticas audiovisuais. Serão exploradas teorias de Paul Beatriz Preciado, Judith Butler e Silvia Federici. > IV encontro – MPBicha, feminismo latino-americano e subversão de identidade Explorando as facetas do feminismo latino-americano, o último encontro do Feminismo e LGBTQIA+ na cultura POP pensa de forma transdisciplinar nos processos políticos contemporâneos que acometem o Brasil e seus sujeitos em condição de subalternidade e precarização. Em contraposição às investidas conservadoras da política institucional brasileira, surgem grupos de artistas que pensam em novas maneiras de pensar sexualidade, gênero e feminismo, os artistas da MPBicha como Johnny Hooker, Jaloo, As Bahias e a Cozinha Mineira, Pabllo Vittar, Aíla, Maria Beraldo, e outrxs, e também as feministas, como Ava Rocha, Karina Buhr, Elza Soares. ______ sobre xs ministrantes: > Ali Prando – É formado em Filosofia e Comunicação Social. Pesquisador pelo CNPq com as temáticas de gênero, sexualidade e feminismo através de perspectivas butlerianas. Atua também como blogueiro e jornalista nos portais DiscoPunisher e WhatElseMag, onde entrevistou mais de 200 ícones POP - de Caetano Veloso à Charli XCX, de Elza Soares a Pabllo Vittar, aos artistas da Nova MPB e MPBicha. No Brasil, criou o curso 'Politizando Beyoncé: Raça, Gênero e Sexualidade', que versa sobre estudos de mídia, estudos raciais e transviados. > GEO - Artista POP. Tem mais de 2 milhões de plays em plataformas de streaming. Foi escolhida como ‘Aposta da Música Brasileira‘ no show Caminhos Da Música Brasileira onde cantou com Arrigo Barnabé, Ná Ozzetti, Paula Lima e Thiago Pethit. Suas referências versam entre Tove Lo, Madonna e Lorde. É uma das revelações da música POP brasileira. > Mayra Ribeiro - Pós-graduada em Psicologia e atua como Educadora Social. Através de perspectivas do Feminismo Negro, atua na transformação e empoderamento educativo de base na Uneafro Brasil Laura Vermont, com ênfase na intersecção entre identidade de gênero, raça e classe. ______ Referências bibliográficas: BORRILLO, Daniel. Homofobia: história e crítica de um preconceito. Belo Horizonte: Autêntica, 2010. BUTLER, J. Problemas de gênero – feminismo e subversão de identidade. 11ª ed. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 2003. CARNEIRO, Sueli. Enegrecer o feminismo: a situação da mulher negra na América Latina a partir de uma perspectiva de gênero. In: Portal Geledés. COSTA, André. As Aventuras Subjetivas de Björk. Mais Soluções, Brasília, 2013. DAVIS, Angela. Mulheres, raça e classe. São Paulo: Boitempo, 2016. DESPENTES, Virginie. Teoria King Kong, São Paulo. n-1 edições, 2016. FOUCAULT, Michel. História da sexualidade 1: a vontade de saber. Rio de Janeiro: Graal, 2013. HARAWAY, Donna. Antropologia do Ciborgue - As Vertigens do Pós-humano. Autêntica Editora, Brasil, 2009. KELLNER, Douglas. A Cultura da mídia. Edusc: Bauru, 2001. LORDE, Audre. Use of the Erotic: The Erotic as Power, in:Sister outsider: essays and speeches. New York: The Crossing Press Feminist Series, 1984. p. 53-59. O'BRIEN, Lucy. Madonna - 60 anos. Brasil, Editora Agir, 2018. PRECIADO, Paul B. Manifesto contrassexual. São Paulo: n-1 edições, 2014. PRECIADO, Paul B. Testo Junkie – Sexo, drogas e Biopolítica na era farmacopornográfica. n-1 edições. 2018. PHOENIX, Helia. Lady Gaga - Biografia. Brasil, Casa da Palavra, 2010.