curso - 6 editores

09.16.2017

 

Alberto 'Betito' Martins (Editora 34)
Augusto Massi (Cosac Naify)
Helena Bagnoli (Revista Bravo!)
Heloisa Jahn (Companhia das Letras)
Paulo Werneck (Ilustríssima/Flip)
Renata Marques + Wellington Cançado (Revista Piseagrama)

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Com organização de Abilio Guerra e Giovanni Pirelli, o projeto Marieta apresenta série de conferências com a presença de seis editores. Como professores foram convidados profissionais com experiências e vivências distintas, que abordarão aspectos diversos que envolvem a área: história, critérios de seleção, tipos de abordagem, relação com autores e público, produção, equipe de trabalho, projeto gráfico, circulação, viabilidade econômica etc.

A iniciativa pretende apresentar a editoria como fato cultural de extrema relevância no mundo contemporâneo, abordando com especial atenção seu desenvolvimento e situação atual no país, relacionados ao conhecimento e à prática profissional dos convidados.
Assim, a editoria será discutida em sua especificidade como mídia – livro, jornal, revista, web etc. – e como curadoria de conteúdos – literatura, arte, arquitetura e cultura.
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Os encontros

O ciclo se estrutura em seis encontros de 3 horas, em um total de 18h, cada um deles lecionado por um dos seis diferentes professores/palestrantes. 
O público alvo é variado – alunos de cursos de graduação e pós-graduação nas várias áreas referentes às letras, à arte e cultura, interessados de todas as idades e, principalmente, jovens editores e iniciantes provenientes dos diversos campos da editoria. Será necessário um mínimo de 23 alunos inscritos no curso para viabilizar economicamente sua realização.

No final da série de palestras, os alunos que participarem de ao menos cinco sessões receberão um atestado de participação no curso emitido pelos parceiros do Marieta (Vitruvius, Cactus, Irmãos Guerra). Será possível a participação avulsa em uma, duas ou três sessões, sem direito ao atestado de participação no curso.

Sobre os palestrantes

Alberto (Betito) Martins, formado em Letras (USP, 1981), é escritor, artista plástico e editor. Iniciou sua prática de gravura na ECA-USP e estudou no Pratt Graphics Center, de Nova York, em 1985. É autor, entre outros, dos livros Poemas (1990); Goeldi: história de horizonte (1995, Prêmio Jabuti); Cais (2002, com gravuras do autor); A história dos ossos (2005, Prêmio Portugal Telecom de Literatura); Uma noite em cinco atos (2009); Em trânsito (2010, menção honrosa no Prêmio Moacyr Scliar de Literatura) e Lívia e o cemitério africano (2013, prêmio APCA 2014 de Melhor Romance). Em 2016, publicou o álbum de poemas e imagens Lascas, lançado durante a exposição homônima na Galeria Raquel Arnaud. Desde 2000, trabalha como editor de poesia, ficção e humanidades na Editora 34, em São Paulo.

Augusto Massi é poeta, editor, crítico e professor de literatura. Foi responsável pela seção Livros da Folha de S. Paulo em 1984. Traduziu O Sul & Bene, de Adelaide Garcia Morales. Entre 1988 e 1990 coordenou a coleção Claro Enigma (Duas Cidades), dedicada à poesia brasileira contemporânea. Desde 1990 leciona literatura brasileira na Universidade de São Paulo. É membro do conselho editorial das revistas Novos Estudos Cebrap e Inimigo Rumor.

Helena Bagnoli, jornalista, foi superintendente do setor de revistas segmentadas da Editora Abril e diretora-geral da MTV. Atualmente dirige a revista Bravo! ao lado de Guilherme Werneck.

Heloisa Jahn nasceu no Rio de Janeiro e cresceu em Montenegro e Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Viveu fora do Brasil entre 1970 e 1977 e desde 1985 mora em São Paulo. Editora há mais de trinta anos e trabalhou em três casas editoriais da capital paulista: Brasiliense, Companhia das Letras e Cosac Naify. Foi editora de cerca de 80 autores brasileiros, sobretudo ficcionistas e poetas. Tradutora literária, tem cerca de cem títulos traduzidos para todas as idades – sobretudo do espanhol, do francês e do inglês. Hoje trabalha por conta própria, como editora e como tradutora.

Paulo Werneck é editor de livros, já trabalhou na Companhia das Letras, na Cosac Naify e na Folha de S.Paulo (Ilustríssima). Como tradutor, publicou, entre outros, Zazie no Metrô (Cosac Naify), de Raymond Queneau, Persépolis (Quadrinhos na Cia.), de Marjane Satrapi, e A espuma dos dias (Cosac Naify), de Boris Vian. É coautor do livro Cabras – caderno de viagem (Unisol, 1999), com Antonio Prata, Chico Mattoso e Zé Vicente. Entre 2014 e 2016 foi o curador da Flip – Festa Literária Internacional de Paraty.

Renata Marquez é professora do Departamento de Análise Crítica e Histórica da Escola de Arquitetura e Design da UFMG e foi curadora do Museu da Pampulha entre 2011-2012. Wellington Cançado é professor do Departamento de Projetos e coordena a Incubadora de Interesse Público na mesma escola. Ambos são pesquisadores do grupo Cosmópolis/CNPq. Participaram, dentre outras, das exposições Cidade Gráfica no Itaú Cultural SP (2014), Esto no es un museo no CCSP (2015), Reporting from the Front – Bienal de Arquitetura de Veneza (2016), Publishing Against The Grain em Nova York, A-Print em Gothenburg e Como se pronuncia design em português: Brasil hoje, no MUDE-Lisboa (2017). Organizaram os livros Espaços colaterais (2008), Atlas ambulante (2011) e Escavar o futuro (2014) e publicaram o livro Domesticidades: guia de bolso (2010). Em 2013 foram editores residentes do Periódico Permanente 3 do Fórum Permanente e desde 2010 editam juntamente com Fernanda Regaldo e Roberto Andrés a revista Piseagrama.

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